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O MUNDO É DELAS E O FUTEBOL TAMBÉM

há 1 hora
3 min de leitura

Embratur apresenta no WIFS estudo da FGV que projeta impacto de R$ 8,8 bilhões na economia brasileira com a Copa do Mundo Feminina 2027

Foto: Divulgação/Embratur-Sebrae

O estudo foi pensado para fundamentar decisões estratégicas de investimento e apoio à promoção turística do país
O estudo foi pensado para fundamentar decisões estratégicas de investimento e apoio à promoção turística do país

Há eventos que movimentam apenas o calendário esportivo. Outros movimentam um país inteiro. A Copa do Mundo Feminina FIFA 2027 promete ser desse segundo tipo, e os números apresentados na terça-feira (15/09), durante o Womens International Football Summit (WIFS), no Rio de Janeiro, ajudam a dimensionar o tamanho do que vem por aí: R$ 8,8 bilhões devem circular na economia nacional ao longo de todo o ciclo do torneio, o primeiro do gênero a ser realizado na América do Sul.

Os dados foram detalhados pelo Diretor de Gestão e Inovação da Embratur, Roberto Gevaerd, e integram um estudo elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) a pedido da Agência, dentro do projeto "Mapeamento do Potencial de Captação e Internacionalização de Eventos Esportivos no Turismo Brasileiro". O material completo está disponível no site da Embratur e foi pensado justamente para orientar decisões estratégicas de investimento e promoção turística do país nos próximos anos.

O levantamento aponta que essa movimentação financeira nasce de duas frentes: de um lado, R$ 4,7 bilhões vindos dos gastos do público visitante, brasileiro e estrangeiro; de outro, R$ 4,1 bilhões referentes aos desembolsos organizacionais da FIFA e de seus parceiros. Somados, os valores superam o impacto de eventos já consolidados no país, como a Fórmula 1 e o MotoGP — um indicativo de que o futebol feminino deixou de ser promessa para se tornar, de fato, motor econômico.

Os efeitos vão além da bola rolando. A projeção é de uma contribuição de R$ 3,8 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) nacional, com R$ 4,5 bilhões injetados em salários e rendimentos operacionais. Ao todo, o torneio deve sustentar 73,7 mil postos de trabalho e gerar um retorno de R$ 928 milhões em tributos para os cofres públicos federais, estaduais e municipais.

Para Roberto Gevaerd, os números revelam também uma mudança de comportamento que vai além da economia. Segundo ele, boa parte do público brasileiro que nunca esteve em um estádio é formada por mulheres, e a Copa de 2027 surge como oportunidade de transformar esse cenário, acolhendo um novo perfil de torcedoras. O diretor destaca ainda que as mulheres já representam quase metade das chegadas internacionais ao país, com estadias mais longas e forte poder de consumo — um movimento que, na visão dele, une orgulho nacional a um novo padrão de consumo capaz de descentralizar renda e projetar o Brasil no exterior.


Bons ventos


O momento é favorável. As mulheres já correspondem a 48,61% do fluxo de turistas internacionais que chegam ao Brasil, permanecendo em média 11 dias no país e gastando, em média, US$ 1.317 por viagem. Entre os países que mais enviam visitantes do gênero feminino ao Brasil estão vizinhos sul-americanos: Chile (53,57%), Paraguai (53,40%), Bolívia (52,03%) e Argentina (51,81%).

Com transmissão para mais de 200 países ao longo de um mês de competição, a Copa do Mundo Feminina 2027 deve projetar a imagem do Brasil para todo o planeta. A realização do torneio coloca o país, mais uma vez, no seleto grupo de nações que sediam grandes eventos globais — ao lado da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos Rio 2016 —, com potencial de deixar um legado duradouro em infraestrutura, equidade de gênero e turismo.

Já estão abertas, inclusive, as inscrições para o programa de voluntariado nas oito cidades-sede do torneio, uma forma de engajar diretamente as comunidades locais no acolhimento ao público visitante — prova de que um evento deste porte também se constrói de baixo para cima, com a participação de quem vive e recebe os visitantes em cada cidade-sede.


Serviço:

Estudo "Mapeamento do Potencial de Captação e Internacionalização de Eventos Esportivos no Turismo Brasileiro"

Realização: Embratur e Fundação Getulio Vargas (FGV)

Apresentação: Womens International Football Summit (WIFS), Rio de Janeiro Estudo completo disponível em: embratur.com.br

 
 
 

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