FIM DA 6X1: METALÚRGICOS COBRAM SALÁRIOS PRESERVADOS, NENHUM DIREITO A MENOS E FÁBRICAS SEM SOBRECARGA
Sindicato do Sul Fluminense diz que acompanhará adequação das jornadas e que negociação coletiva será decisiva para evitar intensificação do ritmo de trabalho
Foto: Divulgação

O Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense defende que o fim da escala 6x1 venha acompanhado de garantias efetivas aos trabalhadores: preservação dos salários, manutenção dos direitos trabalhistas e melhores condições de trabalho. Para a entidade, a redução da jornada deve significar avanço concreto na qualidade de vida da categoria, sem sobrecarga nem aumento do ritmo de produção nas fábricas.
O presidente do sindicato, Odair Mariano, afirmou que a entidade vai acompanhar as mudanças e atuar para que os interesses dos metalúrgicos sejam respeitados durante a adequação das jornadas.
“O trabalhador precisa ter mais tempo para descansar, conviver com a família e cuidar da saúde. Nosso compromisso é acompanhar esse processo e lutar para que a redução da jornada aconteça sem perda salarial, retirada de direitos ou sobrecarga dentro das fábricas”, disse.
Turnos e negociação
O sindicato chama a atenção para a necessidade de discutir como a mudança será aplicada nas diferentes realidades do setor industrial. Nas empresas que operam em turnos, a reorganização das escalas exige planejamento e negociação, com atenção aos pisos salariais, adicionais, banco de horas e demais condições previstas em acordos e convenções coletivas.
Para o diretor jurídico da entidade, Leandro Ribeiro Vaz Neto, o acompanhamento das negociações será decisivo para que a redução formal da jornada não resulte em prejuízos aos trabalhadores.
“A mudança precisa respeitar os direitos conquistados. A negociação coletiva será essencial para adequar os acordos e convenções, garantir a manutenção dos salários e evitar que a redução da jornada resulte em intensificação do ritmo de trabalho”, destacou.
Diálogo com as empresas
O sindicato informou que seguirá na defesa da categoria, cobrando o respeito aos direitos trabalhistas e buscando diálogo com as empresas para construir soluções que garantam condições dignas de trabalho.
Para a entidade, o fim da escala 6x1 deve se traduzir em mais tempo para a vida pessoal e familiar, melhores condições de saúde e bem-estar e valorização dos trabalhadores, com salários preservados e nenhum direito a menos.













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