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FIM DA 6X1: ACIAP-VR PEDE TRANSIÇÃO GRADUAL E ALERTA PARA RISCO DE CORTE DE HORÁRIOS E EMPREGOS

há 12 minutos
2 min de leitura

Presidente da entidade, Maycon Abrantes, defende compensações aos empresários para que conquista dos trabalhadores não restrinja o funcionamento do comércio em Volta Redonda

Foto: Divulgação

Com a escala 5x2 promulgada, a Associação Comercial, Industrial e Agropastoril e de Serviços de Volta Redonda (Aciap-VR) pede que a mudança seja feita de forma gradual e acompanhada de medidas que compensem o aumento de custos das empresas. Em posicionamento enviado à reportagem da Gazeta dos Bairros, a entidade afirma que, sem esse apoio, setores do comércio e dos serviços podem reduzir o horário de funcionamento, principalmente aos fins de semana.

O presidente da Aciap-VR, Maycon Abrantes, reconhece a importância da mudança para os trabalhadores, mas diz que ela não pode prejudicar quem gera emprego na cidade.

“Não podemos permitir que uma conquista importante para o trabalhador acabe restringindo o funcionamento das empresas, reduzindo empregos e prejudicando os próprios consumidores. Precisamos de uma transição equilibrada, com medidas compensatórias que preservem a força do comércio, da indústria e dos serviços de Volta Redonda”, declarou.

Segundo a Aciap-VR, a menor jornada pode significar mais tempo para descanso, família e lazer. O problema, de acordo com a entidade, está no aumento dos custos operacionais. Sem compensações, empresas de determinados setores poderiam restringir o atendimento aos sábados, domingos e feriados, o que atingiria também os consumidores de Volta Redonda e da região, que recorrem à cidade como polo de comércio, serviços, compras e lazer.

A associação avalia que a redução de horários diminuiria as oportunidades de consumo e enfraqueceria a atratividade de Volta Redonda como referência comercial regional.


Indústria e pequenos negócios

O impacto, segundo a entidade, não se limita ao comércio. Para os metalúrgicos, a redução da jornada pode trazer melhores condições de descanso, saúde e convivência familiar. Nas indústrias que operam em turnos contínuos, porém, será preciso reorganizar as escalas, fazer possíveis contratações e investir em produtividade, com reflexo nos custos de produção.

A preocupação é maior entre as pequenas e médias empresas do comércio e dos serviços, que, de acordo com a Aciap-VR, podem ter dificuldade para manter os horários de atendimento.


O que a entidade propõe

Para evitar esse cenário, a Aciap-VR defende uma transição gradual, com desoneração da folha de pagamento, incentivos fiscais, acesso facilitado ao crédito, qualificação profissional e estímulos à modernização e ao aumento da produtividade. A associação também reivindica incentivos à contratação, redução de encargos e valorização da negociação coletiva, respeitando as particularidades de cada atividade econômica.

A entidade resume sua posição em três pontos: melhores condições para os trabalhadores, empresas economicamente sustentáveis e uma cidade que continue gerando empregos e atraindo consumidores. Para a Aciap-VR, o avanço social precisa andar junto com o desenvolvimento econômico, de modo que a melhoria das condições de trabalho não resulte em menos empregos, serviços e oportunidades.

 
 
 

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