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CAPACITAÇÃO EM LIBRAS PODERÁ SER USADA COMO CRITÉRIO DE DESEMPATE EM CONCURSOS PÚBLICOS NO RJ

Medida está prevista no Projeto de Lei nº 1.674/23, de autoria da deputada estadual Elika Takimoto (PT), que será votado em segunda discussão pela Alerj, nesta terça-feira

Foto: Divulgação/Ascom-Alerj

Comprovação da capacitação em Libras deverá ser feita por meio de certificado de proficiência
Comprovação da capacitação em Libras deverá ser feita por meio de certificado de proficiência

Os editais de concursos públicos e de processos seletivos simplificados promovidos pela administração pública estadual poderão passar a prever a capacitação em Língua Brasileira de Sinais (Libras) como critério de desempate, sem prejuízo de outros já adotados. A medida está prevista no Projeto de Lei nº 1.674/23, de autoria da deputada estadual Elika Takimoto (PT), que será votado em segunda discussão pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) nesta terça-feira (10/02). Caso receba emendas parlamentares, a proposta será retirada de pauta.

De acordo com o texto, o critério será aplicado exclusivamente a cargos cujas atribuições envolvam atendimento direto ao público. A comprovação da capacitação em Libras deverá ser feita por meio de certificado de proficiência, emitido conforme os parâmetros estabelecidos pela legislação federal, que reconhece a Libras como meio legal de comunicação e expressão da comunidade surda.

A proposta não impede que outros critérios de desempate sejam adotados pelas bancas organizadoras dos certames, mas insere a Libras como instrumento de valorização da comunicação acessível, considerando seus aspectos linguísticos próprios, como estrutura gramatical, uso de expressões faciais e corporais e vocabulário específico, distintos da língua portuguesa.

Ao justificar o projeto, a deputada Elika Takimoto destacou a importância de ampliar a presença de profissionais capacitados em Libras em serviços essenciais, como saúde e educação. A parlamentar, que tem deficiência auditiva e utiliza aparelhos auditivos, ressaltou que nem todas as pessoas surdas conseguem se comunicar por meio da oralização.

“Existem pessoas surdas que não conseguem ouvir mesmo com aparelhos e dependem, exclusivamente, da comunicação por Libras. Cabe ao Poder Público buscar formas de diminuir as barreiras existentes, garantindo à pessoa com deficiência a plena liberdade e a interação social”, declarou Takimoto.


O que é a Língua Brasileira de Sinais (Libras)

A Língua Brasileira de Sinais (Libras) é o meio legal de comunicação e expressão da comunidade surda no Brasil, reconhecida pela Lei Federal nº 10.436/2002. Trata-se de uma língua completa, com estrutura gramatical própria, diferente do português, que utiliza gestos, movimentos das mãos, expressões faciais e corporais para a construção do sentido.

A Libras não é universal — cada país possui sua própria língua de sinais — e sua proficiência é comprovada por meio de certificação específica, conforme normas federais. A capacitação permite que profissionais realizem atendimento direto à pessoa surda, promovendo acessibilidade, autonomia e inclusão nos serviços públicos.

 
 
 

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