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DEBANDADA NO GOVERNO CASTRO EXPÕE CORRIDA ELEITORAL NO RJ

  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Foto: Divulgação/Secom-GovRJ

Secretário de Turismo, Gustavo Tutuca, também foi exonerado para tentar a reeleição ao cargo de deputado estadual
Secretário de Turismo, Gustavo Tutuca, também foi exonerado para tentar a reeleição ao cargo de deputado estadual

A decisão do governador Cláudio Castro de renunciar ao cargo na próxima segunda-feira (23) acelera a reorganização política no Estado do Rio de Janeiro em meio ao calendário eleitoral de 2026. A medida ocorre em um cenário marcado pela saída em massa de secretários estaduais que pretendem disputar cargos legislativos nas eleições de outubro, movimento que tem provocado mudanças estratégicas na estrutura do governo.

Na sexta-feira (20), o Executivo estadual oficializou no Diário Oficial a exoneração de 11 secretários. Entre os casos mais emblemáticos está o de Felipe Curi, que deixou a Secretaria de Polícia Civil para concorrer a deputado federal, sendo substituído por Delmir Gouveia. Já Douglas Ruas também se afastou do cargo para disputar o governo do estado, abrindo espaço para Maria Gabriela Bessa.

No mesmo movimento, o secretário de Turismo, Gustavo Tutuca, também foi exonerado para tentar a reeleição ao cargo de deputado estadual, reforçando a tendência de desincompatibilização de integrantes do primeiro escalão com pretensões eleitorais.

Outras pastas, como Ambiente, Desenvolvimento Econômico e Trabalho e Renda, também passaram por mudanças, evidenciando um redesenho administrativo motivado tanto pela transição de governo quanto pelo reposicionamento de lideranças com ambições eleitorais.

A sucessão no comando do estado ganhou contornos atípicos após a saída do ex-vice-governador Thiago Pampolha, que assumiu vaga no Tribunal de Contas, e o afastamento do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar. Com isso, a linha sucessória levou ao nome do presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, que assumirá interinamente o governo.

Após a renúncia, caberá ao governador interino convocar eleições indiretas em até 30 dias, conforme prevê a legislação, com a escolha do novo chefe do Executivo sendo feita pelos deputados estaduais.

Nos bastidores, a expectativa é de que novas mudanças no primeiro escalão sejam anunciadas nos próximos dias, à medida que o governo se adapta ao duplo desafio de garantir a continuidade administrativa e acomodar o movimento de desincompatibilização de auxiliares interessados em disputar vagas no Legislativo.

 

Castro pode renunciar para evitar

cassação e inelegibilidade no TSE

 

A possibilidade de inelegibilidade do governador Cláudio Castro entra no centro do cenário político do Estado do Rio de Janeiro diante do julgamento marcado no Tribunal Superior Eleitoral para 10 de março de 2026. A Corte analisará ações que podem resultar na perda dos direitos políticos por até oito anos, independentemente de eventual renúncia ao cargo.

Nesse contexto, a saída antecipada do governador é vista como uma tentativa de reduzir os danos políticos, evitando que deixe o cargo sob o peso de uma cassação definitiva, o que teria repercussão institucional mais grave. A estratégia é interpretada nos bastidores como uma forma de preservar capital político diante de um desfecho judicial potencialmente desfavorável.

Caso a renúncia se concretize, a sucessão no Executivo estadual não ocorrerá por voto direto da população. A Constituição prevê que, nesse cenário, a escolha do novo governador será feita por meio de eleição indireta, conduzida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, com votação entre os deputados estaduais.

O desfecho do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral e a eventual confirmação da renúncia devem redefinir o tabuleiro político fluminense, com impactos tanto na composição do governo quanto nas articulações para as eleições de 2026.

Quem ocupa cargo público e pretende concorrer nas Eleições 2026, marcadas para o dia 4 de outubro (1º turno), deve observar os prazos de desincompatibilização, que variam conforme o cargo exercido pela pessoa e o cargo que se pretende disputar. O Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reúne as hipóteses mais comuns e orienta sobre as datas de afastamento: em alguns casos, o prazo para se afastar do cargo ocupado é de seis meses, com contagem a partir de 4 de abril, e, em outros, de quatro meses, com marco em 4 de junho. 

 

 

 


 
 
 

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