CSN REGISTRA EBITDA AJUSTADO DE R$ 2,8 BILHÕES NO 2T26, COM CRESCIMENTO EM QUASE TODOS OS SEGMENTOS
Companhia destaca a diversificação de suas operações como fator decisivo para capturar dinâmicas favoráveis nos principais segmentos de atuação no período
Foto: Divulgação-CSN

A CSN apresentou forte evolução operacional no segundo trimestre de 2026, com crescimento observado em praticamente todos os segmentos de atuação. A Companhia atribui o resultado à diversificação de suas operações, que permitiu capturar dinâmicas favoráveis nos principais mercados em que atua.
A única exceção ficou por conta da mineração que, apesar da sólida performance operacional, registrou queda no resultado financeiro em razão de maiores custos com frete e da valorização cambial verificada no período. Como consequência do desempenho consolidado, o EBITDA Ajustado da Companhia somou R$ 2,8 bilhões no 2T26, crescimento de 5% tanto na comparação trimestral quanto na comparação anual, com margem EBITDA ajustada de 23,4%.
Mineração: excelência operacional é ofuscada por fatores externos
O segmento de mineração enfrentou uma parada programada de manutenção de 15 dias, realizada simultaneamente na mina e no porto. Ainda assim, a Companhia conseguiu superar o volume de vendas registrado no 2T25, resultado que a CSN classifica como reflexo da excelência operacional atingida pela unidade.
Ao longo do trimestre, dois meses registraram os maiores volumes mensais de produção e vendas da história da Companhia, e apenas os dias de parada para manutenção impediram que o período configurasse um novo recorde trimestral.
O desempenho operacional ajudou a mitigar um cenário mais desafiador no âmbito financeiro, marcado pela pressão nos custos de frete — decorrente de tensões geopolíticas — e pela valorização do Real no período. Nesse contexto, o EBITDA Ajustado da mineração foi de R$ 929,7 milhões, com margem EBITDA ajustada de 32,0%.
Cimentos: novo recorde de EBITDA no segmento
O segmento de cimentos atingiu, mais uma vez, o maior EBITDA de sua história, superando o montante registrado no trimestre anterior. No 2T26, a Companhia aproveitou a sazonalidade positiva da operação para otimizar sua atividade comercial, o que resultou em nova evolução no EBITDA do período.
O resultado alcançado no primeiro semestre reforça a resiliência e a recuperação que o segmento vem apresentando nos últimos meses. A combinação desse cenário com um rígido controle de custos permitiu que a margem EBITDA se mantivesse acima dos 30%, atingindo 30,8% no 2T26, com EBITDA de R$ 426,9 milhões.
Siderurgia: recuperação da rentabilidade sustentada por medidas protetivas
O segmento de siderurgia registrou excelente performance da UPV, além de forte crescimento no volume de vendas no mercado doméstico, com melhora nos preços praticados — resultado direto da redução do volume de material importado observada no período.
Esse cenário, somado ao sólido resultado obtido no mercado externo, mais do que compensou o aumento nos custos com matéria-prima. Como consequência, a rentabilidade do segmento voltou à casa dos dois dígitos, consolidando a siderurgia como uma importante alavanca de resultado para a Companhia. O EBITDA Ajustado da siderurgia foi de R$ 636,3 milhões no 2T26, com margem EBITDA ajustada de 10,5%.
Liberação de capital de giro e fluxo de caixa positivo
Entre os principais destaques financeiros do período estão a liberação de capital de giro e a geração de fluxo de caixa positivo, que ajudaram a reduzir a queima de caixa da Companhia. O projeto de redução no volume de estoques segue em curso, com benefícios já refletidos de forma material ao longo do trimestre, contribuindo para essa liberação de capital de giro.
O fluxo de caixa também foi positivamente impactado pelas captações realizadas no período, com destaque para o bridge loan.
Endividamento líquido apresenta leve aumento
O endividamento líquido, por sua vez, foi negativamente impactado pela amortização dos contratos de pré-pagamento na mineração, pelo AFAC direcionado ao projeto da Transnordestina e pelo efeito da variação cambial no período. Diante desse cenário, o indicador dívida líquida/EBITDA dos últimos doze meses (UDM) atingiu 3,49x, o que representa um leve aumento em relação ao trimestre anterior.













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