A notícia de sua comunidade
"A imprensa deve servir aos governados, não aos governantes” Trecho da decisão da Suprema Corte dos EUA ao absolver os jornais que divulgaram documentos secretos
AOS 72 ANOS, VOLTA REDONDA É CELEBRADA PELO POVO QUE A CONSTRUIU
Festa na Praça Brasil reúne moradores, autoridades e um bolo de seis metros para marcar a emancipação da Cidade do Aço Fotos: Gazeta dos Bairros Por Osmar Neves Antes de qualquer discurso, antes das faixas presidenciais e dos hinos entoados em uníssono, quem deu o tom da festa de aniversário de Volta Redonda nesta sexta-feira (17) foi o povo da Vila Santa Cecília. Vizinhos que se cumprimentavam, famílias que chegavam cedo para garantir lugar de frente e idosos que lembravam, em voz baixa, de outros aniversários já vividos na mesma praça. A Praça Brasil, ponto de encontro tradicional do bairro, se transformou por algumas horas no centro simbólico da cidade que completa 72 anos de emancipação político-administrativa. Uma praça, muitas histórias Enquanto autoridades ocupavam o palco, era na plateia que a memória afetiva da cidade se revelava com mais força. Foi o caso da aposentada Ozenir Aparecida Souza Toledo, moradora do bairro São João Batista, que aos 68 anos viveu um momento inédito: recebeu das mãos do prefeito Antônio Francisco Neto a primeira fatia do bolo de seis metros que encerrou a celebração. Emocionada, ela contou que acompanha a festa há muitos anos, mas nunca havia sido a escolhida para abrir a distribuição do doce — e agradeceu por ter sido "privilegiada" naquele momento. A cena resume o espírito que a organização do evento tentou emprestar à data: menos protocolo, mais pertencimento. Não à toa, a programação reservou lugar de destaque para os hinos Nacional e municipal, para representantes da segurança pública — incluindo o 28º Batalhão da Polícia Militar, a Guarda Municipal e o programa Segurança Presente — e para servidores que, no dia a dia, sustentam os serviços que a cidade oferece à população. O discurso do poder público Coube ao prefeito Neto abrir oficialmente a solenidade. Em sua fala, reforçou que o objetivo da gestão é preservar as qualidades que, segundo ele, definem o município: segurança, geração de emprego e boa qualidade de vida. O prefeito também fez questão de creditar à população o mérito de sustentar essa trajetória, afirmando que a cidade não pode decepcionar quem acredita nela. O vice-prefeito Sebastião Faria, também diretor do Hospital São João Batista, traçou um paralelo entre o passado industrial da cidade e sua identidade atual. Para ele, Volta Redonda deixou de ser reconhecida apenas pela siderurgia e hoje reúne referências em áreas como saúde, educação e assistência social, sem abrir mão de uma vida cultural marcada pela música, o esporte e o lazer. Já o vereador Renan Cury, representando a Câmara Municipal, dedicou parte de seu discurso à população da terceira idade. Defendeu a continuidade do programa de viagens para idosos, descrevendo a iniciativa como uma forma de retribuir a quem ajudou a erguer a cidade ao longo das décadas — e também como estímulo a hábitos de vida mais saudáveis entre os mais velhos. Presença de peso A solenidade também recebeu o ex-deputado federal Deley de Oliveira, que dedicou sua fala a homenagear tanto a cidade quanto a atual gestão municipal, associando publicamente o nome do prefeito Neto ao reconhecimento que Volta Redonda vem recebendo em diferentes áreas pelo país. Em tom mais pessoal, o ex-parlamentar destacou a alegria de ser natural do município. Completaram a mesa de autoridades o deputado federal Hugo Leal, o deputado estadual Munir Neto, a comandante do 28º Batalhão da PM, tenente-coronel Amanda, o secretário municipal de Ordem Pública, Amauri Pego, além de secretários municipais e vereadores. O bolo que fechou a festa Se os discursos marcaram o início da celebração, foi a distribuição do bolo de seis metros de comprimento que selou o encontro entre poder público e comunidade. Fatiado e repartido entre os presentes na Praça Brasil, o doce funcionou como símbolo do que a data pretende celebrar: uma cidade que, aos 72 anos, ainda reconhece no seu povo — e não apenas nas suas obras — a razão de sua história.

Festa na Praça Brasil reúne moradores, autoridades e um bolo de seis metros para marcar a emancipação da Cidade do Aço Fotos: Gazeta dos Bairros Por Osmar Neves Antes de qualquer discurso, antes das faixas presidenciais e dos hinos entoados em uníssono, quem deu o tom da festa de aniversário de Volta Redonda nesta sexta-feira (17) foi o povo da Vila Santa Cecília. Vizinhos que se cumprimentavam, famílias que chegavam cedo para garantir lugar de frente e idosos que lembravam, em voz baixa, de...

