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CSN OFERECE R$ 5 MIL PARA METALÚRGICOS RENOVAREM TURNO DE REVEZAMENTO DE 8 HORAS

Sindicato dos Metalúrgicos vai orientar aos trabalhadores metalúrgicos que rejeitem a proposta durante votação na próxima terça-feira (21)

Foto: Reprodução

A direção da Companhia Siderúrgica Nacional ofereceu R$ 5 mil de gratificação compensatória e renovação do acordo para manutenção do regime de turno de revezamento de 8 horas, pelos próximos dois anos, aos metalúrgicos da Usina Presidente Vargas (UPV), em Volta Redonda. A proposta foi apresentada pelos negociadores da empresa, na tarde desta quinta-feira (16/11), ao presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense, Edimar Miguel, no Escritório Central, que levará para votação secreta, na próxima terça-feira (21/11), de 6 às 16h30, na Praça Juarez Antunes, na Vila Santa Cecília.

De antemão, Edimar Miguel afirmou que a diretoria do sindicato vai orientar aos trabalhadores metalúrgicos a rejeitarem a proposta, e votar pela volta do turno de 6 horas, conquistado em 1989, após o assassinato de três metalúrgicos por soldados do Batalhão do Exército, com base na cidade de Petrópolis. “Nossa orientação é para que recusem, para buscarmos em negociação a melhoria da qualidade de vida, de trabalho e salarial dos trabalhadores, com a possibilidade de geração de milhares de novos postos de trabalho na Usina Presidente Vargas”, afirmou decidido dirigente sindical.

De acordo com Edimar, a empresa apresentou esta mesma proposta e conseguiu garantir a manutenção do turno de 8 horas na Galvasud, em Porto Real, e na CSN Cimentos, em Arcos-MG, por período de dois anos, após votação eletrônica. O dirigente explicou que foi feito um levantamento sobre a situação na UPV, e que os cálculos apresentaram perda para os trabalhadores, caso aceitem essa proposta.

Fizemos um cálculo considerando a redução de duas horas no turno de revezamento, por dia trabalhado, tendo por média 22 dias. Chegamos ao resultado de 44 horas por mês. Ainda temos bonificação de 50%, que se multiplicados pelas 44 horas, termos mais 22 horas. No total, serão 66 horas trabalhadas por mês. Nesses dois anos de validade da proposta, para as mesmas 66 horas, multiplicando pelos dois anos propostos pela empresa, chegaremos a 1.584 horas trabalhadas, nesses dois anos”, detalhou Edimar Miguel.

Ele usou a questão financeira para também orientar os metalúrgicos para as possíveis perdas salariais e de qualidade de vida durante esses dois anos. “Agora vamos pegar de exemplo um salário de R$ 1.500,00. Dividimos esse salário por 220 para chegarmos ao valor de R$ 6,82 por hora trabalhada. Como temos 1.584 horas trabalhadas em dois anos, e o salário hora é de R$ 6.82, chegaremos ao valor de R$ 10.800,00. Caso haja o aceite da gratificação de R$ 5.000 por dois anos, dividimos esse valor financeiro pelas horas trabalhadas, que são 1.584 horas, e teríamos o valor de R$ 3,16 por hora.”. E acrescenta: “Logo, são R$ 6,82 menos o valor de R$ 3.16, que resultaria numa perda salarial de R$ 3.66 por hora de cada trabalhador”, concluiu Edimar.

Vale ressaltar que, de acordo com fontes ligadas à empresa, existe a possibilidade de a CSN manter posição pela implantação do horário de turno fixo de 6 horas na UPV, caso não haja aprovação pela renovação do turno de revezamento de 8 horas.


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