CSN AVALIA VENDA DA SIDERURGIA E FUTURO DA USINA PRESIDENTE VARGAS ENTRA EM DISCUSSÃO
- 26 de jan.
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Foto: Arquivo/Reprodução

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) iniciou conversas informais com concorrentes e possíveis investidores para avaliar a venda de seu negócio de siderurgia, podendo envolver parte ou até a totalidade da operação. A movimentação integra uma revisão estratégica de ativos iniciada pela empresa em 2025 e reacende o debate sobre o futuro da Usina Presidente Vargas (UPV), em Volta Redonda, principal símbolo industrial da região. A informação foi publicada com exclusividade pelo jornal Valor Econômico, nesta segunda-feira (26/01)
De acordo com informações de mercado, o objetivo da CSN é reduzir o elevado nível de endividamento. A companhia pretende levantar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões com a venda de ativos, incluindo a siderurgia e outros segmentos do grupo. Com o ajuste financeiro, a empresa busca concentrar investimentos em áreas consideradas mais rentáveis, como mineração, logística e infraestrutura.
Historicamente, a siderurgia sempre esteve no centro das operações da CSN, especialmente em Volta Redonda, onde a usina é responsável por milhares de empregos diretos e indiretos e exerce forte influência na economia local. No entanto, o setor enfrenta atualmente um cenário desafiador, marcado pelo aumento das importações de aço, altos custos de produção e forte concorrência internacional, fatores que reduziram a atratividade do negócio para a companhia.
Caso a venda avance, a operação siderúrgica poderá ser negociada de forma parcial ou integral, a depender do interesse dos possíveis compradores. A CSN deve contratar um banco de investimento para estruturar formalmente o processo, embora ainda não haja definição sobre prazos, valores ou mesmo a confirmação da venda, já que as conversas estão em fase preliminar.
Além da siderurgia, a empresa também estuda a venda de outros ativos, como o segmento de cimento e participações na área de infraestrutura logística. A estratégia visa reforçar o caixa e melhorar a saúde financeira do grupo, em um movimento que segue sendo acompanhado com atenção por trabalhadores, lideranças regionais e a população do Sul Fluminense.













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