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COM NOVA USINA SOLAR, VOLTA REDONDA PROJETA ECONOMIA ANUAL DE R$ 5 MILHÕES

Usina realizou seu primeiro teste na última semana de 2025 e aguarda a inspeção da concessionária Light

Foto: Divulgação/Secom-PMVR


A segunda estação geradora de energia fotovoltaica de Volta Redonda, localizada no bairro Nova Primavera, já está com a montagem concluída. No total, foram instalados 5.744 módulos de placas fotovoltaicas, cada um com capacidade de 575 Watts-pico (Wp), distribuídos em quatro blocos. A usina realizou seu primeiro teste na última semana de 2025 e, agora, aguarda a inspeção da concessionária Light. A expectativa é que a unidade entre em operação já no início deste ano, gerando uma economia de quase R$ 5 milhões anuais para o município.

O engenheiro Sebastião Leite, coordenador do projeto pela prefeitura, informou que a usina passou pelo comissionamento a frio, um processo que verifica individualmente cada componente e subsistema sem energização, assegurando a correta instalação física e elétrica.

"As próximas etapas incluem a inspeção da concessionária e o comissionamento a quente – uma fase crucial de testes com os equipamentos operando sob condições reais de carga para validar desempenho, estabilidade e eficiência –, que identificarão a necessidade de eventuais ajustes", detalhou Leite. Ele acrescentou que a implantação avança na construção do acesso e na parametrização do equipamento, visando um funcionamento otimizado e o acompanhamento eficiente do processo.

O investimento no projeto da nova estação é de R$ 12,2 milhões. A contrapartida da Light é a construção da rede de conexão, com valor estimado de R$ 932 mil, que vai levar a energia até a Rua Edson Pedro, no Nova Primavera – portaria da usina, onde será integrada à rede de distribuição da empresa.A economia virá por meio de um acordo entre o governo municipal e a concessionária de energia. A usina vai funcionar no esquema on-grid, em que a unidade é conectada à rede da concessionária e sua produção é descontada do gasto equivalente pelo governo municipal. No caso dessa parceria, o desconto virá na conta de unidades do Saae-VR (Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Volta Redonda). A expectativa de geração de energia da usina é de 356,4 mil kilowatts por mês, isso proporcionaria um abatimento médio de R$ 400 mil mensais – aproximadamente R$ 5 milhões por ano.

Dessa forma, o retorno do investimento terá início cerca de três anos depois da inauguração, sendo que uma unidade do tipo tem expectativa de funcionar por pelo menos 15 anos com eficiência máxima de captação, e, depois disso, uma vida útil de cinco a dez anos de funcionamento com uma eficiência entre 80% e 85%.

Mais eficiência - O local escolhido pela Prefeitura de Volta Redonda para implantação da usina – um morro localizado na Fazenda Três Poços, com acesso pela Pedreira Volta Redonda – está virado para a direção norte, o que vai permitir uma maior captação de energia solar durante todo o ano, devido à angulação em que as placas estão sendo colocadas.

Para ter uma ideia, esse projeto de energia solar tem capacidade para alimentar mais de duas mil residências”, informou Sebastião Leite, acrescentando que as placas solares instaladas são bidirecionais (bifaciais), gerando energia tanto na parte superior quanto através do reflexo na parte inferior, aumentando a eficiência.

O prefeito Antonio Francisco Neto afirmou que a economia significativa para os cofres públicos; o retorno rápido do investimento; a geração de energia limpa, a partir de fonte renovável, no caso, o sol; e a longa vida útil do equipamento são motivos mais do que suficientes para a construção da segunda usina fotovoltaica do município.

Já temos uma parceria do tipo com a Light, que é a usina fotovoltaica do Roma, voltada para unidades da Secretaria Municipal de Educação (SME). E essa nova estação, além de beneficiar o meio ambiente, em pouco tempo vai gerar uma economia de quase R$ 5 milhões por ano, dinheiro que vamos investir em outras melhorias para a população. Todo mundo ganha.

Unidade pioneira - A prefeitura inaugurou em junho de 2024, no bairro Roma, a Usina Fotovoltaica Miguel Archanjo da Rosa, que fornece energia elétrica para 19 escolas da rede municipal de ensino dentro do projeto Escola Sustentável. A unidade é fruto de parceria com a Light por meio do Programa de Eficiência Energética (PEE), regulamentado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

A usina foi construída nas proximidades do Degase (Departamento Geral de Ações Socioeducativas) e conta com um total de 832 placas fotovoltaicas para fazer a captação e conversão da luz do sol em energia elétrica.

 
 
 

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