CANIL CLANDESTINO É FECHADO E MULHER DETIDA EM VOLTA REDONDA
- Osmar Neves Souza

- há 1 dia
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Dos 12 cães da raça Spitz Alemão encontrados no Siderlândia, oito eram adultos e quatro filhotes, sendo que um já estava sem vida. Proprietária foi detida em flagrante e animais passam por avaliação veterinária
Foto: Divulgação/SMPDA/Secom/PMVR

A Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Animal (SMPDA) de Volta Redonda, com apoio da Polícia Civil e da Guarda Municipal (GMVR), cumpriu nesta quarta-feira (07/01) mandado de busca e apreensão em um canil clandestino no bairro Siderlândia. No local, foram encontrados 12 cães da raça Spitz Alemão — oito adultos e quatro filhotes —, sendo constatado que um dos animais já estava morto.
A ação revelou indícios de maus-tratos, além de condições precárias de higiene e confinamento. O imóvel já havia sido interditado em setembro do ano passado após fiscalização que apontou irregularidades. Conforme a Lei Municipal nº 4.924/13, a comercialização de animais sem os registros exigidos e fora das normas legais é considerada crime.
O caso foi encaminhado à 93ª Delegacia de Polícia (DP), onde a responsável pelo local foi conduzida e detida em flagrante. “Ela será encaminhada à Justiça para ser submetida à urgência de custódia”, explicou o delegado da 93ª DP, José Carlos Neto.
Segundo o subsecretário da SMPDA, Vinicius Naves Teixeira, a integração entre os órgãos é fundamental para o enfrentamento desse tipo de crime. “Recebemos, em média, 100 denúncias por mês envolvendo maus-tratos, manutenção irregular e comércio ilegal de animais. O apoio da Guarda Municipal e da Polícia Civil foi essencial para que pudéssemos agir com efetividade e impedir, mais uma vez, a exploração e o confinamento de animais em condições precárias”, destacou.
Os animais resgatados estão passando por avaliação veterinária e serão encaminhados a fiéis depositários (tutores provisórios), conforme determina a legislação vigente. A chefe da fiscalização da SMPDA, Ana Cleia de Andrade Fontes, ressaltou a importância do mandado judicial para coibir a reincidência.
“Esse é um avanço para a causa animal em Volta Redonda. É preciso entender que vida não é mercadoria. Animal não é brinquedo. Eles sentem fome, calor, frio e medo, e precisam ter todas as suas necessidades respeitadas”, afirmou.












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