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JOVENS COM BAIXO RENDIMENTO ABANDONARAM ESCOLA EM 2018

Pesquisa do IBGE revela que 11,8% dos adolescentes deixaram escola para ajudar no sustento das famílias

Foto: Arquivo/Agência Brasil

Em 2018, cerca de 11,8% dos adolescentes com 15 a 17 anos de idade que estavam entre os 20% da população com os menores rendimentos abandonaram a escola sem concluir o ensino básico, um percentual 8 vezes maior que o desse mesmo grupo etário entre os 20% com maiores rendimentos (1,4%). São informações da Síntese de Indicadores Sociais (SIS) do IBGE.

Cerca de 40,0% da população brasileira com 25 anos ou mais de idade não tinham instrução ou sequer concluíram o ensino fundamental. Considerando-se o analfabetismo entre as pessoas com 15 anos ou mais de idade, o Brasil tem a quinta maior taxa (8,0%) entre 16 países da América Latina, segundo a Unesco. Além disso, 49,0% dos brasileiros com 25 a 64 anos não haviam concluído o ensino médio, o dobro da média dos países analisados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) neste tema (21,8%).

Em 2018, o percentual de jovens brancos cursando o ensino superior ou que já havia concluído esse nível (36,1%) ainda era quase duas vezes o de pretos ou pardos (18,3%). Em relação aos países membros da OCDE, o Brasil tem o menor salário inicial anual pago aos docentes do ensino fundamental e médio. E um em cada quatro municípios brasileiros não tinha piso salarial para professores estabelecido por lei municipal.

De 2017 para 2018, houve redução de 26,0% para 25,3% no percentual da população abaixo da linha de pobreza, o equivalente a 1,1 milhão de pessoas saindo dessa condição, considerando-se a linha adotada pelo Banco Mundial: rendimentos inferiores a US$ 5,50 PPC (Paridade de Poder de Compra) por dia. Os 25,3% da população brasileira que estavam abaixo dessa linha de pobreza em 2018 equivalem a 52,5 milhões de pessoas.

Em 2018, a proporção de pessoas abaixo da linha de extrema pobreza do Banco Mundial (rendimentos inferiores a US$ 1,90 PPC por dia), manteve-se no maior patamar da série da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, iniciada em 2012: 6,5% da população brasileira, ou 13,5 milhões de pessoas.

Em 2018, cerca de 72,7% das pessoas abaixo da linha de pobreza (US$ 5,50 PPC / dia) eram pretas ou pardas. O rendimento médio domiciliar per capita das pessoas de cor ou raça preta ou parda (R$ 934) era quase metade do rendimento das pessoas de cor ou raça branca (R$ 1.846), uma desigualdade que se mantém ao longo da série histórica.

A pobreza também implica em menor acesso aos serviços básicos: 56,2% das pessoas abaixo da linha de pobreza (US$ 5,50 PPC / dia) moravam em domicílios sem esgoto sanitário, enquanto a média da população sem acesso a esse serviço era de 37,2%.

A SIS mostra que o país tem cerca de 10,9 milhões de jovens (15 a 29 anos) que não estudavam e não estavam ocupados, o equivalente a 23% das pessoas nesse grupo etário, percentual que coloca o Brasil na quinta pior colocação entre 41 países analisados pelo relatório anual da OCDE, cuja média, para esse indicador, é 13,2%.

Em 2018, a taxa de desocupação da população preta ou parda era de 14,1%, contra 9,5% para a população branca. Entre a população ocupada de cor ou raça branca, 34,6% estavam em ocupações informais, enquanto 47,3% da preta ou parda se encontrava nesta situação.

Em 2018, as pessoas pretas ou pardas representavam 53,7% dos ocupados, mas 66% dos subocupados por insuficiência de horas trabalhadas. Nos rendimentos do trabalho, os 10% dos trabalhadores de rendimentos mais elevados receberam 13 vezes o rendimento médio dos 40% da população ocupada de menores rendimentos.

Essa desigualdade foi mais intensa no Piauí (18 vezes) e esteve abaixo de 10 vezes em Santa Catarina, Goiás, Alagoas e Mato Grosso. O material de apoio da SIS 2018 pode ser acessado à direita desta página.

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