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'CRISE FINANCEIRA PODE AFETAR 13º E SALÁRIOS EM VOLTA REDONDA', AFIRMA WASHINGTON GRANATO

Motivo seria "crise financeira"; Governo afirma praticar plano de quitação exequível de dívidas, e que serviços estão mantidos, sendo qualificados e até ampliados

Fotos: Arquivo

O vereador Washington Granato (PTC) afirmou na sessão desta segunda-feira, na Câmara Municipal que o 13º salário dos servidores públicos municipais não deverá ser pago pela administração municipal por falta de recursos, e que deverá afetar o pagamento dos salários do mês de outubro, pagos em novembro. O motivo, segundo o parlamentar, que é presidente da Comissão Permanente de Finanças da Câmara, seria a "crise financeira que se abateu sobre as finanças públicas da prefeitura". O governo municipal, por meio de nota, rechaça o que afirma ser uma "sensação fantasiosa de instabilidade administrativa, ou se valer de falas oportunistas para criar um terrorismo sobre a saúde financeira da cidade".

De acordo com as declarações feitas por Granato, há um incômodo da parte dele sobre a situação financeira da prefeitura."Eu me sinto incomodado, uma vez que, no mês de abril, eu fiz um relatório e encaminhei ao assessor do prefeito (Elderson da Silva, o Samuca - PSDB), em que eu previa que em setembro deste ano (mês passado) essa crise que se abate sobre as finanças do governo municipal aconteceria. Todos os precatórios que tem o perfil desta dívida de R$ 75 milhões já estavam previstos no orçamento municipal. O que deveria ter sido feito era o governo se preparar para esta demanda financeira. Não fizeram o dever de casa, infelizmente", explicou o vereador.

Ainda segundo Granato, existe uma oneração em torno de R$ 80 milhões por ano, na folha de pagamento do município.

- Temos o custeio da máquina pública, o aumento da arrecadação, porém com o crescimento quase três vezes mais do custeio sobre a arrecadação. E ainda houve alguns indícios de maquiagem contábil, para criar créditos para absorver os custos com essa máquina, principalmente com pessoal. Estamos assim por falta exclusivamente de um trabalho voltado para este tipo de situação -, argumentou Washington Granato.

Granato disse que a situação financeira do município não deveria estar como se encontra, uma vez que a arrecadação em 2018 foi de R$ 947 milhões. "Isso é, infelizmente, fruto de uma política de falta de informações entre o prefeito municipal, e as secretaria de Fazenda e a de Planejamento e Gestão. Eles não trabalharam juntos. Estou preocupado, pois a gastança veio, e você tem diversas políticas públicas no âmbito social, como por exemplo o Restaurante Popular, que corre o risco de fechar, já no ano de 2020. O que deverá obrigar ao governo tirar de algum lugar para conseguir manter outros serviços e benefícios", finalizou Granato.

Por meio de nota enviada à redação da GAZETA DOS BAIRROS, na manhã desta terça-feira (08/10), "a Prefeitura de Volta Redonda esclarece que é desnecessário e negativo estimular a sensação fantasiosa de instabilidade administrativa, ou se valer de falas oportunistas para criar um terrorismo sobre a saúde financeira da cidade. Vale destacar que as finanças do Palácio 17 de Julho são transparente, acessíveis a todos e sempre é divulgada por nossos canais oficiais. O prefeito Samuca Silva herdou dívida de mais de R$ 1,7 bilhão da gestão passada. Ao invés de lamentar, colocou em prática um plano de quitação exequível, que compromete mais de R$ 80 milhões do Orçamento ao ano para pagar débitos. Nesse período, nenhum serviço público foi interrompido, ao contrário, foram qualificados e muitas vezes ampliados. Desde o dia 4 de outubro de 2019, o prefeito Samuca Silva iniciou os trabalhos do Gabinete de Gestão de Crise Financeira. A ferramenta reúne secretarias fundamentais no processo de organização de despesas e ampliação de arrecadação, com a proposta de agilizar tramites administrativos em um momento de cautela. As reuniões ocorrem diariamente, com deliberações e ações administrativas instantâneas. Em pouco tempo de trabalho, já foi definido o recadastramento de credores, para definição de ordem de pagamento, e ações como o Escritura Fácil, que vai acelerar a entrega do título de posse a diversos moradores de Volta Redonda, que terão o imóvel regularizado e passarão a contribuir com o IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano).

A Prefeitura de Volta Redonda reforça o compromisso em oferecer serviços de qualidade e melhorar cada vez mais a vida na cidade", conclui a nota oficial.


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