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"A Cesar o que é..." (Por Osmar Neves)

Um assunto que vem sendo discutido internamente entre os vereadores de Volta Redonda é a não participação dos 21 parlamentares (representantes do povo) na solenidade de assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC Ambiental) entre CSN e Governo do Estado (Instituto Estadual do Ambiente - Inea), e na assinatura do termo de intenção para criação do 'Polo Metalmecânico' e instalação de oito novas empresas na cidade, eventos ocorridos no Palácio 17 de Julho, sede do governo municipal. Apesar de o governo municipal ter repassado informalmente que houve o convite, a verdade é que apenas o presidente da Câmara, vereador Washington Granato (PTC) recebeu o convite oficial.

No entanto, em solidariedade aos colegas e, para "não estar na presença do governador Luiz Fernando Pezão (MDB)", de quem se declara "crítico veemente", no âmbito político e administrativo, o presidente da Câmara não compareceu ao evento.

Na questão dos investimentos de R$ 300 milhões, previstos pelo TAC Ambiental, a serem aplicados pela CSN no interior da Usina Presidente Vargas (UPV) e na cidade, a medida só se deu a partir de uma ação dos parlamentares. Uma Comissão Especial foi criada pelo Projeto de Resolução apresentado pelo vereador Granato, e aprovado por todos os 21 vereadores, para apurar e cobrar soluções para o problema do Pátio de Escória da UPV da CSN, localizado nas imediações dos bairros Volta Grande e Brasilândia, dando um fim ao agente causador da poluição que prejudicou a saúde de diversos moradores da cidade.

A comissão era formada pelos vereadores Granato, que foi substituído pelo vereador Rodrigo Furtado (PTC) na Presidência, Edson Quinto (PR) sendo o relator, e Jari de Oliveira (PSB) como membro. Esta comissão debateu com a sociedade, com participação dos representantes do Ministério Público Estadual e Federal, da prefeitura (Secretaria de Meio Ambiente), da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), entidades de proteção e defesa do meio ambiente regionais, entre outros, as questões da pertubação ambiental que estavam visíveis e eram provocadas pela empresa siderúrgica.

O que ninguém consegue compreender, e se perguntam em todos os bairros da Cidade do Aço, é o porquê de o governo municipal não ter inserido os 21 vereadores, pelo menos na solenidade de assinatura do TAC Ambiental, considerada pelo próprio prefeito como "um marco na história de Volta Redonda"? Principalmente pela iniciativa dos vereadores e da população de Volta Redonda, em especial os moradores dos bairros Brasilândia, Volta Grande, Caieira, Cailândia, Santo Agostinho, Nova Primavera (os mais afetados), em buscar solução para o problema ambiental que já se arrasta desde 1997.

Por tudo isso, e um pouco mais de humildade, cabe a nós uma reflexão: Volta Redonda importa mesmo, ou as fotografias e as solenidades são mais importantes?


Osmar Neves é Jornalista e Editor do website jornalístico GAZETA DOS BAIRROS.

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