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GRANATO SE REVOLTA COM 'AÇÕES PRIVADAS' NO IPPU-VR

Parlamentar afirma que empresário do setor imobiliário "vem sendo beneficiado por funcionária indicada para garantir tramitação de processos de interesse da empresa".

O presidente da Câmara Municipal de Volta Redonda, vereador Washington Granato (PTC), criticou as ações "direcionadas" por parte de funcionários comissionados do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (IPPU-VR) nos últimos meses. Durante a primeira sessão ordinária após o recesso do mês de julho, ele afirmou que um empresário do setor imobiliário do município "vem sendo beneficiado por uma funcionária indicada pelo mesmo, para garantir a tramitação dos processos de interesse da empresa do setor imobiliário, no instituto".

O debate se deu quando foi lida a relação dos 20 maiores devedores de IPTU e ISS em dívida ativa do município, algo em torno de R$ 1,3 bilhão, encaminhado pelo IPPU-VR, em atendimento a requerimento do vereador Washington Uchoa (PRB).

Granato afirmou ter solicitado ao IPPU-VR informações sobre os terrenos existentes em Volta Redonda, de propriedade de grandes latifundiários, e teria ficado "abismado" por não constarem essas terras já conhecidas dele, nessa relação. "Está acontecendo alguma coisa lá no IPPU, que não é muito normal. Tem uma senhora lá, creio que se chama Graça, que nunca trabalhou em coisa pública, mas foi indicada por um tal de senhor Mauro Campos (empresário do setor imobiliário), que eu não sei quem é. Parece que há uma dificuldade por lá, pois parece que só projetos desse senhor é que são aprovados no IPPU", avaliou o parlamentar.

De acordo com Washington Granato, em conversa com o prefeito Elderson da Silva, o Samuca, ele falou sobre a lei sancionada que facilita a regularização dos imóveis irregulares. Granato afirmou que algo em torno de 60% dos imóveis da cidade "têm algum problema a ser regularizado". Para Granato, a suposta funcionária identificada com "Graça", "estaria dificultando a tramitação dessas regularizações e causando problemas para os pequenos proprietários de imóveis".

- A lei está vigente e não consegue atender aos interessados, em razão desta senhora não ter conhecimento mínimo da coisa pública, o que prejudica a solução dos problemas - afirmou o presidente da Câmara.

O parlamentar revelou que a Mesa Diretora recebeu um projeto para criação de um bairro às margens da Rodovia do Contorno, empreendimento que dependerá de ações do Saae-VR. "Eu devolvi o projeto para a prefeitura, pois a Câmara entende que o Saae-VR não dispõe de R$ 2 milhões para levar encanamento de água e esgoto para aquele local. Se quiser aprovação, que o responsável pelo empreendimento se responsabilize pela obra, e não o Saae-VR", disse Granato.

Ainda de acordo com Granato, a funcionária "Graça" estaria "extrapolando o limite do tolerável em suas ações no instituto". "Ela só atende aos interesses do patrão dela, que é um latifundiário dessa cidade, e que não merece nosso respeito. Se vossas excelências (vereadores) não sabem, este senhor andava roubando água do Saae-VR, e é o vice-presidente do conselho da autarquia. Eu estou recolhendo documentos e quero que esta pessoa seja processada, pois não tem a mínima capacidade para ser conselheiro do Saae-VR. Nós temos que tomar providências e o prefeito (Samuca) parece que começou a acordar para algumas coisas, pois a cidade precisa funcionar", concluiu o vereador Washington Granato.

A reportagem do Gazeta dos Bairros manteve contato com o empresário Mauro Campos Pereira, citado pelo presidente da Câmara, para comentar sobre o assunto. No entanto, ele disse desconhecer detalhes sobre o assunto e ficou de avaliar a possibilidade de falar sobre a questão. Até o fechamento desta edição, Mauro Campos não retornou às solicitações por uma declaração, apenas confirmando "já ter falado com a reportagem de um jornal diário regional".

Da mesma forma, a Secretaria de Comunicação da prefeitura foi acionada, por e-mail, neste final de semana, para que o prefeito Elderson da Silva, o Samuca, ou o diretor-presidente do IPPU, Márcio Lins, falassem sobre o caso levantado pelo presidente da Câmara, inclusive sobre a suposta "funcionária", porém não retornou a solicitação.

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